Programação Oritentada à Objetos

A Programação Orientada a Objetos surgiu para organizar a crescente complexidade dos sistemas, aproximando o código do mundo real. Ela se tornou popular por tornar o desenvolvimento mais modular, reutilizável e fácil de manter.

Programação Orientada a Objetos: que problema ela veio resolver?

Antes de falar de classes, objetos, herança e polimorfismo, vale responder a pergunta essencial:

Que problema a Programação Orientada a Objetos (POO) tentou resolver?

A resposta: organizar a complexidade crescente do software, aproximando o código do mundo real e reduzindo o caos dos sistemas procedurais.


Antes da POO: o caos dos procedimentos

Antigos sistemas eram escritos de forma puramente procedural, com:

  • Funções espalhadas
  • Dados separados da lógica
  • Uso excessivo de variáveis globais
  • Baixa modularidade

Funcionava bem para programas pequenos.

Mas quando o projeto crescia, surgiam problemas:

  1. Alto acoplamento entre partes do sistema
  2. Dificuldade de localizar regras de negócio
  3. Muito código duplicado
  4. Alterações quebravam partes inesperadas do sistema

A pergunta que guiou a criação da POO foi:

Como organizar software para ele acompanhar o mundo real e ser mais fácil de manter?


A solução: modelar o mundo real em objetos

A POO propôs juntar dados + comportamentos dentro de estruturas chamadas classes.

Exemplo simples:

public class Cliente {
    private String nome;
    private double limite;

    public Cliente(String nome, double limite) {
        this.nome = nome;
        this.limite = limite;
    }

    public boolean podeComprar(double valor) {
        return valor <= limite;
    }
}

Agora:

  • A lógica do cliente está dentro do próprio objeto
  • Reduzimos duplicações
  • A regra de negócio tem um lugar claro para existir

Problemas que a POO resolveu

1. Desorganização do código

A lógica deixa de ser espalhada em funções soltas e passa a viver nos objetos certos.

2. Baixa coesão e alto acoplamento

Cada classe cuida de uma responsabilidade clara.

3. Dificuldade de manutenção

Sistemas ficam mais fáceis de evoluir sem quebrar tudo.

4. Pouco reuso

Objetos, interfaces e composição favoreceram modularidade.


Conceitos fundamentais da POO

Encapsulamento

Protege o estado interno e expõe apenas o essencial.

Herança

Permite reaproveitar comportamento, mas deve ser usada com cuidado.

Polimorfismo

Permite que diferentes objetos respondam à mesma mensagem de formas distintas.


É perfeita? Não — mas é valiosa

Apesar de poderosa, a POO também recebe críticas:

  • Excesso de classes
  • Abuso de herança
  • Objetos anêmicos
  • Complexidade desnecessária quando usada de forma equivocada

Hoje, ela convive com princípios do paradigma funcional, criando um estilo híbrido moderno muito comum em linguagens atuais.


Conclusão

A Programação Orientada a Objetos surgiu para resolver um problema real:

Como organizar sistemas grandes de forma compreensível, modular e evolutiva.

E ainda hoje é uma das formas mais eficazes de estruturar software, especialmente quando combinada com boas práticas e conceitos funcionais modernos.